
Para começar, uma historinha. Há muito tempo atrás, a capital do Piauí era uma cidadezinha graciosa chamada Oeiras. A Oeiras que nasceu da antiga Vila do Mocha... Porém, Oeiras ficava encravada no meio do Piauí, sem contato com nada que pudesse facilitar a comunicação, o que, por conseqüencia, dificultava o comércio. Sem falar que o norte do estado, que naquela época era chamado de província, estava praticamente às moscas.
Porém, num belo dia o então governador José Antônio Saraiva, mais conhecido como Conselheiro Saraiva, teve uma idéia daquelas: mudar a capital para a cidade de Parnaíba ou então para algum lugar às margens do rio de mesmo nome. Muita gente -principalmente os oeirenses- começou a achar que o cara endoidou, mas a maioria do povo do Piauí simplesmente amou a idéia. Diante desse quadro, o Conselheiro Saraiva resolveu pôr logo a mão na massa, e escolheu para ser a nova capital um povoado de pescadores, a famosa Vila do Poty, que ficava às margens do rio Poty. Só que esse lugarejo tinha dois probleminhas: as enchentes constantes e os surtos de malária (este segundo problema é causado pelo primeiro). O jeito, então, foi chamar o mestre-de-obra português Isidoro França e começar a construir a nova capital num cantinho mais elevado, alí perto, conhecido como Chapada do Corisco.
A nova capital recebeu o nome Vila Nova do Poty (quanta falta de criatividade, hein) e, segundo o projeto do Isidoro França, parecia um tabuleiro de xadrez: ruas estreitas e quarteirões pequenos. Para falar a verdade, era um projeto antiquado, ainda dos tempos do Marquês de Pombal. A primeira coisa que foi construída alí foi a Igreja de N.S. do Amparo, que é considerada o marco zero da cidade. Ao redor dela, apareceram as casinhas, as lojinhas, as escolinhas... As pessoas começaram a vir pra cá... E a cidade foi crescendo, e cresceu tanto que engoliu a antiga Vila do Poty, transformando-a no bairro Poty Velho. Cresceu tanto que atravessou o rio Poty e avançou em direção ao sul. Cresceu tanto que encostou no rio Parnaíba.
Algum tempo depois, Saraiva teve uma idéia melhor em relação ao nome da cidade. Resolveu prestar uma bela homenagem à imperatriz Teresa Cristina de Bourbon, pegando as 5 primeiras letras de seu primeiro nome e encaixando-as com as 3 últimas do segundo, formando assim o nome TERESINA.
Tudo isso acontece há mais de um século atrás, em 1852. Hoje, dia 16 de agosto de 2007, a cidade que me viu nascer completa 155 anos de existência. 155 anos maravilhosos!

Ontem, alguns colégios foram convidados para participarem de uma roda de leitura na Faculdade Camillo Filho. Um dos colégios era o meu e eu era uma das alunas que fizeram parte da comitiva que iria até a essa faculdade. Como ficava pertinho do meu colégio, fomos à pé para lá. Além desse bom exercício, a roda de leitura foi muito boa. Foram discutidos alí varios textos sobre Teresina. Cantamos o hino da cidade no final. Houve até um sorteio de vários livros acerca de Teresina.
Detalhe: meu número no sorteio foi justamente o 16, número do dia do aniversário de Teresina, que é hoje, e que também é o número do dia do meu aniversário, que é daqui a exatamente um mês! E esse número é da sorte, pelo menos para mim: saí dalí com um livro embaixo do braço.
Aqui, tudo e todos fazem questão de hoje homenagearem a nossa querida "cidade verde", de todas as formas. Os jornais daqui já trazem em letras garrafais "Teresina 155 Anos" ou "Cidade da Luz". As TVs locais fazem questão de mostrarem algo especial, até mesmo lançando mão de programas especiais... Tirando o pessoal da mídia, há ainda o famoso bolo que é servido para todos nós, teresinenses, neste dia. E não é qualquer bolo, não... Para fazê-lo, precisa-se de 40kg de farinha de trigo, 36kg de açúcar, 560 ovos, 10kg de margarina e 12L de leite!!! Sem falar do recheio, que leva 30kg de doce de leite, 5kg de coco e 20 latas de leite condensado!!! E ainda tem a cobertura: 12kg de açúcar de confeiteiro e 24kg de gordura vegetal hidrogenada!!!
Ah! As dimensões do mega-bolo, né? 4m de comprimento por 70cm de largura e 10cm de altura! Puxa, desse jeito deve ter batido-lhes uma vontade danada de ser teresinense para poder comer essa iguaria gigante... Bom, na minha opinião, esse bolo deveria ser ainda maior, já que nem toda a população de Teresina pode desfrutar dele. O corte desse bolo foi nesta manhã, às 10h mais precisamente, lá na Praça da Bandeira, onde fica a Igreja de N.S. do Amparo.
Mas o Bom-Bom do niver de Teresina é que, por aqui, esse dia é feriado! Ou seja, eu tô aqui, de pernas pro ar, curtindo o dia. Mas não se preucupem, vocês de outras cidades. Toda cidade tem seu aniversário, e podem ter certeza que ele será comemorado com tudo o que tem direito... inclusive com um mega-bolo, se possível! Hehehehe.
Agora, me dêem licença que eu não posso deixar de parabenizar a minha querida cidade. Teresina merece os parabéns de cada um de seus habitantes, tanto os que nasceram aqui quanto os que escolhram este lugar para morar, mesmo que, por aqui, o calor seja tão grande que dê para fritar ovo no asfalto rsrsrsrs. Afinal, eu não posso ignorar que esta cidade, que vive entre o caloroso abraço dos rios Poty e Parnaíba, está completando mais um aninho de existência hehehe. Aliás, acabei de pensar numa coisa: em 2052, eu quero estar aqui para ver os 200 anos de Teresina, que tal??? Mas até lá ainda são muitos aniversários, e cada um deve ser curtido bastante!
FELIZ NIVER, TERESINA!!!![]()
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By JuLiAnA HeLeNa![]()
Dias especiais pedem coisas especiais. Por isso, este post vai dar água na boca de vocês...hehehe!

Num belo dia, eu conheci uma receita que, podem crer, vai tirar o emprego dos fabricantes de iogurte de morango. Meus caros, está mais do que na hora de conhecerem a estupenda receita de Danoninho Caseiro!!!
Tenho que admitir que essa receita não foi criada por mim... A mente luminosa da qual saiu isso foi a da mãe da blogueira Cláudia Lyra, sendo esta última uma visitante assídua do blog Drops da Fal (http://dropsdafal.blogbrasil.com). Eu conheci essa receita quando o nome dela foi citado no Drops e eu, curiosa, pedi à Fal para me mostrar como se faz. Bem, ela fez isso, eu listei a receita, botei a mão na massa, fiquei encantada e pedi à Fal para pedir a permissão da Cláudia para postar a receitinha no meu blog. E então:
"Fal: Ju, eu acho que a dona do Danoninho não se importa não. (...)"
Comentário postado às 17h45, no dia 26/07/07, no post "My Sesame street friend: Parte VIII"
"Cláudia Lyra: (...) Bem, mas estou aqui pra dizer que você pode postar à vontade a receita do Danoninho Caseiro, viu! É bom, né? (...)
Comentário postado às 23h37, no dia 26/07/07, no post "My Sesame street friend: Parte VIII"
Bom, estes dois comentários já dizem tudo... Então, já que o MyCat tem o aval para exibir a receita, mãos a obra!!!
Para começar, peque o liquidificador (limpo, é claro) e coloque uma lata de leite condensado. Mas só o leite condensado que estiver dentro da lata, hein! Após esse procedimento, chega a hora das duas caixinhas de creme de leite serem colocadas lá dentro. Eu digo caixinha porque, segundo a Fal, o creme de leite de caixinha leva menos soro... Okay, depois disso você coloca um copo de iogurte natural. Pode ser até desnatado, o importante é que ele seja natural. Por último, coloque um pacotinho de pó para suco de morango.
Em tempo: a ordem de entrada dos ingredientes no liquidificador não precisa ser necessariamente esta.
Depois, vamos fazer que nem a Ana Maria Braga: coloquem no rádio um sonzinho de pagode enquanto os ingredientes vão se misturando dentro do barulhento liquidificador. Sabem, eu me lembro que, na primeira vez que eu fui fazer o Danoninho Caseiro, começou a sair uma fumacinha rosada do buraquinho que tinha na tampa da máquina... Desde esse dia, aprendi que eu devo dar uma mexida na mistura antes de levar para batê-la, para que o pó para suco de morango não tente se mandar!
Quando a mistura estiver bem homogênea, desligue o liquidificador e despeje o conteúdo numa vasilha grande. Tampe essa vasilha e a deixe na geladeira durante algum tempo. Aí, então, pronta para comer! Em outras palavras, é como a Fal havia me dito: Mistura, geladeira e bucho!
Pessoal, vocês precisam tentar fazer essa receita em casa. O resultado é sensacional! E, realmente, o gosto (e a aparência) é bem semelhante ao do Danoninho industrializado, o original, embora este último tenha um sabor mais suave e seja mais consistente. Aqui em casa, eu doce ficou tão bom que acabou rápido... Falando da repercussão da receita por estas bandas, aqui ficaram dando o crédito à mim pela receita, mas eu não me cansei de repetir: "Mas isso foi graças à uma blogueira amiga do MyCat". Hoje, inclusive, pretendo fazer outra vez o Danoninho Caseiro, e desta vez o meu pai vai ter que experimentar hehehehe! Como eu havia dito no início do post, dias especiais pedem coisas especiais, é ou não é?
Até a próxima e se esbaldem no Danoninho! Caseiro, é claro! E cuidado para não deixarem os fabricantes de iogurtes de morango sem emprego, hein! À propósito, Feliz Dia dos Pais -o Flynn andou sumido hoje, acho que ele foi visitar o pai dele- e muitos beijos e abraços para eles! E muito Danoninho Caseiro também!
Agora, com licença! Eu havia dito que iria fazer esse Danoninho assim que terminasse de escrever aqui, né? Vou lá!
By JuLiAnA HeLeNa![]()
P.S.: Eu não sei o que foi que aconteceu, mas a letra deste post ficou maior do que o de costume. Mas eu até gostei, eu sempre quis uma letra que fosse exatamente desse tamanho!!! Bjuxx!
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